A capacidade das empresas em reagir proativamente ao novo normal que estamos a viver está a revelar-se decisiva para a sua sustentabilidade. Se, por um lado, assistimos a negócios que ficaram absolutamente paralisados quando confrontados cara-a-cara com o vírus, por outro, são incontáveis os casos de marcas e empresas que deram asas à imaginação e estão a adaptar-se de forma vertiginosa a um mundo intranquilamente novo. Esta nova realidade é tremendamente disruptiva e está a obrigar as marcas a reinventarem-se profundamente, na forma como produzem e distribuem os seus produtos ou prestam os seus serviços. Os casos de sucesso abundam e incluem, por exemplo, o grupo turístico Belmond, que oferece concertos virtuais, receitas de chefs conceituados ou sessões de meditação guiada, ou a plataforma de jogos Can You Escape, que nem durante a quarentena deixou de levar os seus escape rooms a quem está fechado em casa. Mas, nestes tempos de confinamento e desconfinamento, podemos ainda fazer passeios sem sair do sofá em museus, zoos e aquários ou até, imagine-se, ao longo da muralha da china. É também possível assistir a peças de teatro português virtuais ou fazer cursos e workshops nas mais prestigiadas universidades. Acima de tudo, porque ficar em casa não significa ficar fechado para o mundo.
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