O vírus é altamente contagioso, a solidariedade também

É em momentos desafiantes, como aquele que hoje vivemos, que mostramos a nossa fibra, quem somos e quais os limites da nossa humanidade. Isso aplica-se a cada um de nós enquanto indivíduos, mas também, de forma coletiva, aos agentes económicos ou aos decisores políticos. Sem contrapartidas ou análises de retorno de investimento. Apenas por um apelo cívico e de cidadania. Mais do que nunca, as comunidades estão hoje unidas em torno de uma só causa, mostrando o quanto a compaixão e a empatia podem ajudar a vencer o medo e a vencer as dificuldades – em especial, as enfrentadas pelos mais frágeis e desprotegidos. Os exemplos de força e entreajuda têm-se multiplicado nas últimas semanas, desde famílias inteiras às varandas em Itália ou Portugal a cantar ou aplaudir, homenageando os profissionais de saúde e todos os que se encontram na linha da frente, até projetos de solidariedade que ajudam a chegar bens de primeira necessidade aos grupos de risco, como o SOS Vizinho  ou o Alimente esta ideia. Mas as formas de ajuda não se esgotam aqui. Pode ainda adquirir bens ou serviços em lojas ou a microempresas do seu bairro ou comunidade, doar 0,5% do seu IRS a uma instituição como a UNICEF ou outra de utilidade pública ou não contribuir para a propagação de notícias falsas nas redes sociais. Há múltiplas formas ao seu alcance e todas à distância de um clique.

Photo by Neil Thomas on Unsplash

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