O preço da verdade em tempos de pandemia

Num momento em que tentamos recuperar uma “certa” normalidade, mas onde quase tudo se mantém incerto, devemos procurar e exigir fontes de informação fidedignas no nosso espaço noticioso. Em tempos de pandemia, o flagelo das fake news e a massificação descontrolada das mais rocambolescas teorias de conspiração são algumas das poucas constantes com as quais podemos contar. Ora, para combater o fluxo contínuo de desinformação, tão ou mais célere do que a propagação do coronavírus, é crucial não gostarmos ou partilharmos notícias não verificadas ou que não provenham de uma fonte credível ou oficial. Afinal, uma população informada é uma população capaz de seguir as instruções e os comportamentos de grupo exigidos pelas autoridades em tempos de crise sanitária. É aqui que entram os tradicionais gatekeepers, jornalistas e órgãos de comunicação social, que, pela sua endémica isenção, rigor e verdade, continuam a ser os melhores contadores de true news. E, para combater a ‘infodemia’ que polui as nossas vidas e pode contaminar gravemente as nossas opiniões, a UNESCO, abordando temáticas como a prevenção, a desinformação e a educação, produziu recursos de áudio para combater a desinformação com informações úteis e relevantes sobre o vírus em 11 línguas diferentes. A rubrica televisiva portuguesa Polígrafo, que verifica a veracidade daquilo que é partilhado no espaço público, é mais um exemplo de como a verdade mediática, em conjunto com a médica e científica, continuam a ser ase melhores e mais eficazes armas no combate a pandemias… virológicas, informativas ou quaisquer outras.

Photo by Roman Kraft on Unsplash

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