O ativismo de marca– principalmente, no que respeita às prementes questões societais e ambientais – é uma forma particularmente eficaz de envolver os seus públicos e gerar leads e negócio e uma tendência em franca expansão no marketing, em especial no digital.
“Desde que o Marketing é Marketing, definir os valores da sua marca e comunicá-los da forma mais adequada aos interesses do seu público é essencial”, podemos ler no artigo Marketing e ativismo: o que a sua marca tem a ver com as causas sociais?. No mundo interconectado e polarizado de hoje, essa verdade nunca foi tão atual. Contudo, como sempre, as marcas devem fazê-lo com coragem e determinação, mas em harmonia com a sua identidade, posicionamento e postura interna. De outra forma, podem correr sérios riscos de credibilidade e reputação.
Veja-se o bem-sucedido e já muito falado caso em que a Nike decidiu usar Colin Kaepernick para celebrar os 30 anos da assinatura ‘Just Do It’. Conforme sublinha Afdhel Aziz em The Power Of Purpose: Nike And Colin Kaepernick, a decisão de colocar “a tagline ‘Just Do It’ ao serviço, não apenas da excelência no desporto, mas da excelência moral, permitiu que a marca abrisse caminho rumo ao território onde pretende atuar; não se trata apenas de sucesso em campo, mas de redefinir o que significa sucesso no mundo.” Escusado será relembrar que os resultados da campanha foram ímpares em engagementcom a marca e valorização bolsista.