Discursos que gritam confiança

Saber discursar é uma poderosa mais-valia para políticos, mas também para líderes e marketers. Enquanto os bons discursos têm a capacidade de criar oportunidades e abrir portas, os maus podem ajudar a fechá-las definitivamente. Segundo adiantou recentemente o docente de marketing, Jonah Berger, ao Knowledge@Wharton, um jornal universitário publicado pela reputada Wharton School, Pennsylvania (EUA), “preocupamo-nos tanto com a escolha das palavras certas que acabamos por desvalorizar outros fatores como a linguagem corporal, o volume ou a entoação com que comunicamos.”

E isso conduz-nos, por exemplo, à questão essencial da confiança. Se queremos comunicar e conectar de forma eficaz com a nossa audiência, ou mesmo inspirá-la, não podemos passar sem a tal… confiança. Ora, feliz ou infelizmente, este não é um atributo permanente ou inato, com o qual alguns de nós são brindados à nascença, mas antes o resultado de muito esforço. Exige, desde logo, um domínio claro da temática em causa; mas requer, ao mesmo tempo, que saibamos ser sensíveis ao pulsar do nosso público, entusiasmando-o e interagindo com ele na medida certa.

Em jeito de conclusão, diríamos que, para sermos “ouvidos” e percecionados como credíveis, devemos “perder tempo” (por sinal, precioso!) a preparar e a pensar os nossos discursos. De outra forma, o vizinho do lado ou o telemóvel tendem a ser um palco muito mais interessante.

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