A voz e a disrupção dos assistentes pessoais

“Siri, vai chover?”, “Alexa, procura restaurantes na zona!”, “Cortana, acorda-me às sete!”. Embora ainda com um relativamente longo caminho a percorrer, em especial na Europa devido à questão linguística, os assistentes de voz digital (DVAs) fazem cada vez mais parte do nosso quotidiano.

A voz é, progressivamente, o nosso interface privilegiado com os nossos smartphones e computadores (e nem falamos aqui dos gadgets tipo smart home!). E, sem dúvida, as marcas, em especial as digitais, devem estar particularmente atentas a este fenómeno. Segundo avança um estudo da Accenture de 2018 sobre consumidores digitais, 21% dos entrevistados dos EUA possuem um dispositivo de assistente de voz digital autónomo e 28% pretendem comprar um no próximo ano.

Ao mesmo tempo, prossegue o mesmo estudo, “a mudança das pesquisas no browser para as pesquisas via DVA pode ter enormes consequências económicas. No mercado atual, as searches impulsionam a grande maioria das receitas de publicidade online”. Ou seja, para continuarem a ser visíveis e relevantes, as marcas vão ter de pensar estrategicamente este fenómeno disruptivo e afinar, mais cedo do que tarde, as suas plataformas DVA – para melhorar as experiências de navegação por voz dos seus consumidores. De outra forma, dificilmente a sua oferta chegará aos seus públicos.

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